sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A falta de visão

Escrevi uma carta no dia do seu aniversário com capricho tentei encaixar algumas palavras em linhas retas com uma régua pra tentar fazer algo certo, ao menos uma vez...
nunca esperei uma recompensa depois de declarar juras de amor, sempre soube que depois de alguns meses nunca mais iria lembrar do meu carinho... lembro de por a mesa pra tu jantar, de arrumar a cama pra dormir, no outro dia acordar e te dar um beijo, meio atrasado pro trabalho, nem todo o carinho do mundo faria enxergar o quão bem lhe quero, mesmo que seja julgado de tudo o que há de sujo nesse mundo, mesmo que despreze todo o amor que ainda tinha pra lhe dar, e ainda que no meu aniversário tu nem me procuraste, talvez me esqueça ou esteja fazendo algo mais interessante. não quero sentir ódio, tento tirar isso do meu peito...juro. Existem tantas histórias bonitas, só procuro deixar passar o rancor, pois ele assombra e custa a partir. Eu já disse que sei perdoar, por todos os erros, por todo o desprezo, mas não espero o mesmo, pois devo aceitar que tu és muito diferente de mim. Os dias passam muito rápido, e as noites mais longas do ano começaram a surgir depressa, me seguro pra virar o jogo, minhas mãos tremem tanto e tu não se importa em ao menos se preocupar, seguro o choro com pesar, tento ser forte, tinha um milhão de coisas a dizer, mas elas somem tão rápido quando o assunto é sobre ti...mal consigo respirar, não posso mais apagar a luz e deixar o quarto o escuro, são tantos papeis jogados na mesa, planos destruídos, e ainda dizem por aí que os romances devem ter finais felizes, esse tal se perdeu, acho que vou amassar tudo e jogar no lixo, parar de sonhar para realizar, mas peço que veja bem, o quanto ainda me esforço... só não tenho um lugar seguro como você tem deste lado da vitória... esse esforço que faço pra que haja alegria sem você é uma batalha, a cada dia, as minhas tentativas de sair imediatamente deste lugar lúgubre são apenas modos que procuro pra voltar a sorrir e deixar de fraqueza, mas vejo sua desimportância em saber sobre o amor, esse que aos seus olhos cegos dizem que não deve mais existir, não há nada que eu poça fazer, por que tem de ser assim? Volte aqui pra me dizer, a porta está aberta pra você.

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