Meu santo ta cansado, abri a porta e não senti falta das verdades de plástico,
De noite depois da reza, durmo meio encolhido, me preocupo pra evitar a solidão, torço pra ter dias melhores.
Não to aqui pra chamar sua atenção, muito menos pra pedir a sua ajuda.
Eu juro a cada obstáculo esquecer que te conheci, ilusão foi achar que aqui havia alguma consideração. Há certos tipos de coisas que achamos não haver perdão, bobagem, não somos Deus. De madrugada sinto calafrio de imaginar o que acontece no mundo de mentira que foi criado, só quero estar distante das suas sextas-feiras, nunca vou fazer parte.
Quando desfinquei a farpa, era tarde de mais, sangrou o suficiente pra me tirar as forças, mas ergo minha cabeça, me recupero com esperança, busco paz, o que nunca tive.
Tu bem sabes como ninguém que não vai mais vai ouvir falar de mim, e nem se quer lembraste que eu disse alguma vez que te amo, esqueça.
Peço que prepare-se para para não me reconhecer, ou eu vou te destruir, juro.
Meu escudo está pronto, grande e apontado pra sua direção, contra a aflição, de um amor doente, esse mesmo que você implantou dentro do meu coração que hoje da lugar a uma revolta de saber o quão fútil foi achar que o tempo iria remediar.
Não quero te sentir, e imploro que não haja favores e nem pena, por fim não existiram mais lágrimas, nada que seja em sua memória.
Quero pra sempre que apague os nomes dos nossos filhos, e rasgue meus retratos, destrua todos os nossos planos, ou esperanças, zere todos os seus sonhos, se possível, repita um novo começo, jogue no mar aquele anel e junto o nosso amor se tiver coragem, e não ache que um dia vai me reever, nem por amizade, nem por consideração, já disse, não há redenção.
A consideração destruída, que superou até aquela confiança perdida, jamais reconquistada, pior que uma pedra fincada de baixo da terra, e nunca mais será desenterrada, essa foi a sua vingança, foi a vida que escolheu pra ti.
No exato instante em que te digo adeus vejo as palavras não terem mais poder ou sentido contra você, maldito orgulho infantil que existe nesse meio, mas faço silêncio pra evitar suas interpretações maliciosas, indiscretas e absurdas, quero que se dane.
To indo atrás da felicidade, a verdadeira sabedoria, e por mim você pode fugir, haverá um tempo que vai perceber, mas estive do lado de cá, tentando resistir o desprezo, só que você faleceu e eu ainda tentava te ressuscitar suplicando por perdão, tu me responde com o desprezo das palavras pra fazer valer a pena a vida que sobrou, valer a pena o que? tá certo....é como tu tanto quis, como seus amigos te dizem, então que vá, seja livre, e não se importe que eu existo, e comete tamanha ingratidão, e nesse mundo tão grande ande na mira do perdoável, pra que não seja devolvido em dobro reflitida sua face no espelho um rosto cansado e abatido procurando suas mãos pra segurar e implorar por perdão, mas você é tão perfeita afinal de contas não é mesmo?
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